A necessidade de debater as doenças mentais

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    Na idade média, com a ascensão do cristianismo, as doenças mentais eram tratadas como loucura e relatadas tanto positivamente quanto de forma negativa. Embora algumas pessoas acreditassem que a manifestação da loucura eram bons sinais de profetas, outras, influenciadas pela Igreja, acreditavam que os doentes mentais estavam possuídos por espíritos malignos e precisavam ser exorcizados. Com o avanço da medicina foi percebido um padrão nos sintomas e a loucura passou a ser tratada como uma doença.
        Mesmo com o passar dos séculos, muitas pessoas ainda tratam as doenças mentais de forma preconceituosa e não dão a devida atenção, como dão às doenças físicas. Algumas culpabilizam o indivíduo portador de da depressão, por exemplo, como o causador da sua própria doença e tratam como "falta de Deus" ou "falta de oração", ignorando a necessidade de tratamento médico adequado ao doente.
      Apesar do avanço médico em relação às doenças mentais, os tratamentos ainda são limitados e pouco acessíveis. A falta de investimento resulta em poucos hospitais psiquiátricos e poucos especialistas, como psiquiatras e psicólogos, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o tratamento na rede privada é caro e longo. Ademais, sem os devidos tratamentos, algumas pessoas afetadas pelas doenças mentais apresentam dificuldades de convívio social devido ao preconceito ainda internalizado na sociedade.
         Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Para diminuir o preconceito em relação às doenças mentais, o Ministério da Saúde deve criar campanhas de conscientização e difundir a importância do conhecimento e do tratamento delas. Além disso, deve investir em tratamentos gratuitos e de qualidade para aumentar o acesso daqueles que necessitam do tratamento e não têm condições financeiras de arcar, para que os mesmos tenham uma melhor qualidade de vida.