A necessidade de debater as doenças mentais

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    Ao longo da história, o conceito de algumas doenças mentais sofreu mudanças e adequações. A depressão era tratada por Hypócrates, séculos antes de Cristo, como resultante do excesso de bílis negra, que seria secretada pelo próprio corpo. Hoje se sabe que as doenças mentais têm origem genética, mas frequentemente pode ser desencadeada por fatores externos, como relacionamentos, obrigações sociais e trabalho.
    Dados da OMS revelam que o número de pessoas que fazem tratamento para algum tipo de doença mental é muito inferior ao universo de doentes. A falta de comunicação efetiva e a falta de acesso a serviços de diagnóstico e tratamento leva ao desconhecimento dos sintomas e consequências das doenças. Falar e conscientizar é preciso.
    Indivíduos que não têm acesso a tratamento perdem a oportunidade da reinserção social. Relegados, ficam às margens da sociedade, sem chances de recuperação ou de, ao menos, melhorarem sua qualidade de vida. Fruto da ignorância, o isolamento social que os doentes mentais se impõem ou sofrem imposição os distancia do tratamento, até mesmo recuperação.
    Conscientização é o segredo. O medo de ser tachado como doente mental isola muitos indivíduos do tratamento necessário. Medicamentosa ou psicoterápica, a ajuda especializada é capaz de melhorar a qualidade de vida dos doentes, que, em muitos casos, podem levar uma vida normal. Nesse sentido, campanhas de conscientização ajudam a desmistificar o tabu existente sobre doenças mentais. Esta ação se torna necessária para que os doentes que ainda não estão em tratamento o procurem e para que a sociedade enxergue os doentes em tratamento como aptos e capazes para convívio e atividades sociais. Falar é preciso.