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    O filme "Garota, Interrompida", baseado em fatos reais, tem como clímax a vivência de Susanna em um hospital psiquiátrico onde garotas excluídas da sociedade são consideradas insanas, doentes e anormais. Fora das telas a realidade não se distancia, em que a persistência é tanto pela insuficiência das leis, como pela lenta mudança na mentalidade social brasileira.
      É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema, haja vista que, apesar de haver uma lei em favor dos direitos daqueles que portam doenças mentais, a mesma é negligenciada e omitida pelo governo. Comprova-se isso pelo baixo número de unidades especializadas em saúde mental em relação ao elevado número portadores de transtornos, levando o Brasil a um panorama alarmante.
      Outrossim, destaca-se o preconceito como impulsionador da retrógrada ideologia social, uma vez que, até meados de 1980 mantinha o funcionamento de manicômios onde os pacientes eram considerados loucos sendo submetidos à tratamentos inadequados e desumanos, fortalecido nos paradigmas sociais até hoje, eminente no afastamento dos deficientes mentais de direitos básicos como o trabalho. Desse modo os candidatos acabam submetidos a mentir e negar parte de suas vidas em favor da necessidade de ingressarem no mercado de profissional.
       Entende-se, portanto, que a morosidade na melhoria da saúde pública mental é fruto da ainda fraca eficácia das decisões estatais e a permanência de pensamentos arcaicos. A fim de atenuar o problema, é imprescindível que o Governo Federal juntamente com o OMS (Organização Mundial  de Saúde) estabeleça uma união onde os subsídios sejam de forma que supra a demanda e as políticas públicas de saúde sejam exercidas em sua integridade. Além disso, é essencial que a sociedade em sua totalidade acredite no potencial desses indivíduos para a integração plena, começando por derrubar o preconceito.