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    “Mente sã, corpo são.” A assertiva do poeta romano Juvenal reflete a importância de um psicológico saudável para uma boa qualidade de vida. Em contrapartida, é marcante a existência de doenças mentais na sociedade mundial, surgindo, assim, a necessidade de debatê-las. Isso porque essas encontram empecilhos ao combate, ora devido à negligência governamental, ora à ignorância da população a respeito do tema. 
                Em primeira análise, cabe destacar a omissão dos governos quanto às doenças mentais como um sério agravante. Tal fato evidencia-se na pesquisa realizada pela ONU, na qual foi constatado que apenas 3% dos orçamentos de saúde dos governos são investidos em saúde mental. Aumentam, dessa forma, a incidência de casos e o consequente comprometimento da capacidade física e de trabalho do indivíduo. 
                 É válido pontuar, ainda, que o debate de tais doenças encontra limitantes no desconhecimento, pela sociedade, tanto da seriedade, quanto das maneiras de identificação dos transtornos mentais. Isso ocorre porque não há a devida elucidação à sociedade. Em consequência disso, nasce a banalização em páginas na internet, como “Vestibular da depressão”, tornando cômico algo que, na realidade, é trágico.  
                Fica claro, portanto, a necessidade de se debater sobre as doenças mentais, bem como, tratá-las. Para isso, é crucial que o Ministério da Saúde aumente os investimentos na qualidade psicológica da população, por meio da ampliação do atendimento psiquiátrico nas unidades de saúde, aumentando, também, a quantidade de pessoal especializado. Outrossim, é preciso educar a sociedade acerca dos transtornos mentais, por meio de campanhas junto à comunidade, realizadas pelo Governo, em parceria com ONGs e a mídia, a fim de que compreendam e respeitem essa condição.