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    O pensamento do psiquiatra americano Oliver Sacks é importante para que possamos entender uma especificação dos distúrbios mentais. Segundo o autor, nós devemos delimitar o distúrbio mental não como uma condição sexual, venérea, mas antes disso, como uma condição social - uma doença causada pela vida que temos neste período de neoliberalismo global. Nesse sentido, num contexto de grande cidade, urbanizada, movida pelo caos do trabalho e das interações pessoais, as doenças mentais são um resultado, de fato, dos desequilíbrios das interações em sociedade. Logo, é adequado entender que essa problemática só existe e persiste porque as pessoas estão obrigadas à interação social, em outras palavras, a viver, simplesmente.
    Caminhando nessa direção, podemos abstrair algumas informações da extensa obra do médico Drauzio Varella. Segundo o doutor, é possível entender que como qualquer doença, os distúrbios mentais estão condicionados ao convívio humano e ao seu resultado: o estresse e a indisposição. 
    Além disso, é importante notar que a cultura brasileira tende a ignorar esses distúrbios mentais, pois são ditos "doença de rico, frescos". Pior, há o preconceito perpetuado secularmente por meio das denominações: frescado, maluco, retardado e esquizofrênico. Por isso, é importante condicionar os indivíduos ao entendimento e acolhimento da doença.
    Portanto, é fato que as doenças mentais sociais precisam ser discutidas, afinal, como observado nos argumentos, esse é um problema constantemente presente na sociedade. Desse modo, é necessária uma ação conjunta do Ministério da Saúde e das grandes mídias brasileiras como novelas e jornais para que veiculem informações sobre as doenças mentais, como entendê-las, como percebê-las. Assim, através da constante informação ao grande público, espera-se que as pessoas compreendam a seriedade da doença e que é possível contorná-la sem expressar preconceitos.