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    Segundo a Organização Mundial da Saúde, doenças e transtornos mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, a estimativa é de 23 milhões. Diante disso, faz-se imprescindível o debate acerca do tema a fim de informar todas as parcelas da sociedade, bem como combater tais doenças e suas possíveis consequências. É sobremodo importante assinalar que fatores como a desinformação e o preconceito dificultam o debate. 
              Já em 1882, Machado de Assis, em ''O Alienista'', criticou a forma como eram tratadas as doenças mentais. Não diferente à época, no presente contexto, os distúrbios da mente são erroneamente preconceituados como fragilidade mental e, até mesmo, doença dos ociosos. Nesse sentido, conforme teoriza Émile Durkheim, trata-se do fato social, em que a coerção externa age sobre o indivíduo e, como resultado, o leva ao insolamento, primeiro indicativo de transtornos mentais como a depressão, a ansiedade e a síndrome do pânico. 
                 Outro agravante do problema envolve a desinformação acerca da temática. É de senso comum o tratamento da saúde mental como prioridade secundária. Isso pois o não conhecimento sobre a deficiência química de neurotransmissores que regulam o humor e a felicidade do indivíduo, de que se tratam as doenças mentais, levam à falta de tratamento adequado e à marginalização dos doentes.
                   Como consequência, cresce, exponencialmente, o número de suicídios no Brasil e no mundo. Além disso, essa prática é fortemente estigmatizada e, em alguns países, até criminalizado. Ainda assim, a falta de debate e o não acolhimento social dos doentes acabam por privar os cidadãos da qualidade de vida e da felicidade, assegurada pela Constituição Cidadã de 1988 como Direito Fundamental. 
                     Diante do exposto, tais fatos ilustram a necessidade de adoção de medidas para mitigação e posterior erradicação do problema. Em primeiro plano, a família e a escola devem introduzir o tema desde às séries incipientes, por meio de projetos pedagógicos com caráter lúdico e diálogos esclarecedores; já no nível médio, é valido a promoção de debates temáticos com autoridades no assunto, por meio de semana temática, coincidindo com o Dia Internacional do Combate ao Suicídio. Ademais, cabe ao Governo Federal juntamente com esferas municipais e estaduais o equipamento de unidades de saúde pública para o efetivo tratamento dos doentes, com médicos, medicamentos e psicanalistas, criando uma subdivisão na verba destinada à saúde. Por fim, a mídia pode ser útil no que concerne, também, à informação, por meio de propagandas em horários estratégicos, a fim de desconstruir o preconceito ainda existente com os indivíduos que merecem toda atenção e acolhimento.