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    Depressão. Esquizofrenia. Ansiedade. Essas são apenas algumas das doenças mentais que afetam, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 14% da população mundial, no entanto o debate a cerca delas é ínfimo em nossa sociedade. Nesse aspecto, a pscicofobia aliada à falta de um tratamento adequado revelam a necessidade dessa discussão.
          Relacionado a isso, a pscicofobia provém da existência de estigmas sobre o assunto, o que dificulta a adesão ao tratamento e adoção de medidas efetivas. Esse preconceito é um resquício de épocas antigas, em que os portadores eram considerados monstros, a qual mesmo amenizado ainda está presente no meio social. Isso fica evidente quando um individuo ao procurar ajuda é reprimido, chamado de louco e até mesmo excluído por ser considerado violento. A situação atual, logo, corrobora ao aumento do número de casos sem tratamento e de pacientes que cometem suicídio. 
            Além disso, o Brasil, contrariando a sua defesa de proteção e cumprimento dos direitos a essa população, não possui infraestrutura e nem disponibiliza medicamentação para tais patologias. Em seu sistema de saúde apenas 2% é investido em recursos terapêuticos, a consequência disso é a existência de poucas pessoas tratadas, em virtude de seu preço em clinicas privadas. Esse problema foi agravado mais ainda com o fechamento de quase 82% de leitos psiquiátricos e com a pouca efetividade de Hospitais especializados, como o Juqueri em São Paulo, que ao invés de disponibilizar recursos, confinava os pacientes por um período indeterminado. Essa contradição, então, impossibilita a inclusão social e dificulta a realização de seus benefícios;
            Desse modo, o governo, ao reconhecer a necessidade do debater sobre essas enfermidades, deve adotar ações efetivas para amenizar essa situação. É imprescindível, destarte, que por meio do Ministério da Educação inclua em seu planejamento escolar palestras, aulas em relação ao assunto para disseminar essa situação nos diversos âmbitos sociais e quebrando os paradigmas, utilizando-se da mídia para à propagação. Deve-se também disponibilizar acompanhamento pscicológico nas escolas e universidades, visando a inclusão para diminuir a discriminação e os índices de suicídios, por meio de leis juntamente com órgãos fiscalizadores. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar, com o auxilio da Associação Brasileira de Psiquiatria, instituições voltadas para terapias contra essas doenças e aumentar o número de leitos, aplicando ao menos 20% de seus investimentos nesse ramo e oferecer tratamento gratuito.