A necessidade de debater as doenças mentais

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    A falta de informação leva ao preconceito tanto das pessoas ao redor quanto da própria pessoa que sofre o problema. A família e os amigos precisam estar atentos aos sinais. Uma das características principais que se observa dos transtornos mentais como a depressão ou a bipolaridade é a questão do isolamento. O isolamento é um mecanismo de defesa, uma dificuldade de falar o que está sentindo.
     Os problemas mentais, neurológicos ou comportamentais são tão comuns quanto os de ordem biológica como diabetes, cárie, hipertensão, colesterol alto, obesidade e até respiratórios. A falta de informação em torno dos medicamentos, a imagem distorcida a respeito dos métodos e o medo de procurar ajuda e ser taxado como “louco” são fatores que impedem.
     Despertar a consciência da população a respeito da importância do cuidado da mente é a difícil tarefa que os profissionais da área lidam diariamente. Quebrar os paradigmas, tarefa que exige primeiro o esforço da pessoa com a doença mental e depois o apoio dos familiares. 
      Acredita que assim como os portadores de Aids conseguiram se articular e lutar pelos seus direitos, os doentes mentais precisam se organizar. O que precisamos no Brasil é o poder de voto, quebrando aos poucos as visões equivocadas de governantes e da própria sociedade.
      Quando o preconceito é vencido e o medo de lidar com o diferente subjugado acontece à quebra de paradigmas, a quebra de paradigmas vence o senso comum que acaba dando lugar à inclusão social, respeito e dignidade para as pessoas com deficiência.