A necessidade de debater as doenças mentais

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    As doenças e transtornos mentais afetam em nosso país cerca de 23 milhões de pessoas segundo dados da Organização das Nações Unidas. Conquanto, o Brasil ainda carece de um amplo debate, discussões e divulgação em prol da participação dos envolvidos e da sociedade, a fim de reduzir o preconceito contra a pessoa acometida pelo transtorno, bem como ampliar o acesso dessas ao tratamento adequado. 
      Ao longo da história, as pessoas com transtornos mentais eram consideradas anormais e perigosas pelos demais membros da sociedade. Tal premissa, permite compreender a cultura vigente na atualidade e justificar o comportamento dos indivíduos em relação à essas pessoas. Nesse sentido, o preconceito e a discriminação ganham espaço fundamentados pela falta de conhecimento e informação quanto quais são as doenças, quais os sintomas, quais os tratamentos e onde é possível buscar apoio e assistência médica.
      É válido destacar a existência de vários tipos de transtornos mentais - Depressão, Síndrome do pânico, Esquizofrenia, Transtorno bipolar - e a presença, em nosso país, da Lei Paulo Delgado. Tal lei dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de distúrbios psico-mentais e representou uma quebra de paradigma ao modificar a forma de tratar os doentes, pois antigamente eles eram internados em "manicômios", sendo excluídos do convívio social e muitas vezes usados como cobaias em métodos experimentais sem fundamento científico. Porém, mesmo com o avanço, o acesso e o tratamento dado a esses pacientes ainda é dificultado, pois a oferta de serviços disponíveis a comunidade é insuficiente.
       Nesse prisma, é importante que o Estado, mediante Ministério e Secretarias de Saúde, promovam melhorias nos serviços oferecidos aos pacientes com transtornos psico-mentais, por meio do atendimento psiquiátrico implantado nas unidades básicas (UBS), como também em toda a rede pública, ou seja, incluindo os centros de atenção psicosocial (CAPS). Além disso, buscar parcerias e estender esse acesso aos ambulatórios de hospitais-escolas, favorecendo o descongestionamento nos demais órgãos. Por fim, instituições de ensino, em parceria com setores midiáticos e Ong's, proporcionarem, palestras e debates sobre o tema, visando esclarecer a população quanto a esses transtornos e reduzir o preconceito e a discriminação ainda existente em nossa sociedade.