A necessidade de debater as doenças mentais

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    Depressão, Distúrbio do Pânico, Esquizofrenia. Essas são algumas da doenças mentais que mais crescem e afetam a população brasileira na atualidade. Embora os avanços da medicina ao longo das décadas, a falta de tratamento adequado e o preconceito ainda existente, percebidos nos altos índices, evidenciam que muito ainda precisa ser feito a respeito.
      Segundo órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 80% das pessoas que sofrem algum distúrbio não possui tratamento apropriado. Embora a Reforma Psiquiátrica e a instalação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) tenham mudado o panorama das doenças, a distribuição desses centros pelo país ainda é um obstáculo a ser ultrapassado para a melhor eficácia no atendimento a pessoas acometidas.
       Além disso, a falta de informação e a psicofobia impedem que muitas famílias procurem ajuda médica. Os antigos manicômios e a forma com que eram tratados os pacientes contribuíram para a construção de pensamentos preconceituosos e o isolamentos dos doentes perante a sociedade. Ademais, a banalização dos distúrbios mentais por meio de piadas e brincadeiras na mídia e nas redes sociais refletem a falta de respeito e de atenção que as doenças necessitam.
      Desse modo, medidas tornam-se necessárias para resolver o impasse. Em parceria com o Ministério da Saúde, o governo nos âmbitos estaduais e municipais invistam na construção de CAPS em regiões ainda desprovidas. Outrossim, é necessário que os mesmos órgãos em parcerias  com o campo privado (ONG's) desenvolvam campanhas midiáticas que levem informações sobre os sintomas e tratamentos das doenças aos telespectadores. Ainda, que as escolas, por meio do Ministério da Saúde acrescentem a discussão de tais assuntos a fim de diminuir o preconceito e aumentar a inserção dos doentes na sociedade por meio do respeito e quem sabe, assim, diminuir os altos índices alarmantes no país.