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    Ainda hoje, apesar de muitas pessoas apresentarem doenças mentais, o acesso ao tratamento adequado não é amplamente oferecido. São muitos os casos de transtorno mental que afetam adultos, e a causa da maioria deles vem do passado, ou seja, da infância e/ou da adolescência.  Dessa forma, esses fatores contribuem para o aumento da incidência de casos de pessoas que sofrem de doenças mentais.
          Segundo Freud, lidar com os sofrimentos mentais dos adultos é lidar com as cicatrizes. Isto é, as dificuldades mentais sofridas no presente pelos adultos são advindas de um passado conflitante. Neurocientistas dizem que a genética é responsável por 35% da influência sobre o surgimento de doenças mentais, enquanto que 65% depende do ambiente. As situações difíceis que um indivíduo lidou no ambiente no qual ele viveu e passou os primeiros anos da infância e adolescência, exerce grande influência na sua saúde mental futura. Por esse motivo, a prevenção primária deve ser priorizada, já que tratar um indivíduo nos primórdios da doença é menos trabalhoso do que em um nível mais avançado.
           Mas, como tratar essas doenças no princípio se o acesso ao tratamento não é bem distribuído? Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são muito mal repartidos entre as regiões do Brasil. Dessa forma dificulta o tratamento, o diagnóstico e o acompanhamento dos indivíduos que apresentam doenças mentais.  O problema da falta de tratamento, além da clara perda de qualidade de vida para o paciente, é o agravamento e a cronicidade. Segundo a psicóloga Miria Benincasa  “São raros os casos que regridem sem tratamento. Quando ocorre na infância, além do transtorno em si, o desenvolvimento fica comprometido”. As patologias da mente são responsáveis por graves prejuízos funcionais e geram forte impacto social, econômico e educacional,  logo necessitam de uma atenção especial.
          Fica claro, portanto, que o índice de ocorrência de doenças mentais tem aumentado bastante por alguns fatores, como as cicatrizes deixadas por um passado conflitante, nas pessoas, e por falta de tratamento adequado. Dessa forma é necessário que os pais cuidem das crianças, com liberdade e limites, afeto e disciplina, elogiando-as, procurando focar no que a criança consegue fazer ao invés de ficar criticando o que ela não consegue. Além disso, o Governo também precisa agir através de investimentos ampliando o acesso aos CAPS, contribuindo, assim, para a diminuição dos casos de transtornos, e do agravamento deles no futuro.