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    O mal do século
    O Naturalismo, uma escola literária do século XIX, já dizia que, entre o homem e o meio em que ele vive, há uma relação de influência mútua. Atualmente, isso também se aplica, uma vez que o meio exige do indivíduo certas questões sociais, como o sucesso profissional, e o ser humano nem sempre consegue executá-las. Com isso, as doenças mentais acabam sendo cada vez mais decorrentes e assim, torna-se necessário o debate sobre tais doenças, para que a sociedade não adoeça cada vez mais.
    Não é difícil imaginar esta cena: um jovem aflito por causa de suas provas na escola ou pelo vestibular. A ansiedade - que afeta 23% dos brasileiros segundo a OMS, foi se tornando frequente na vida desse jovem hipotético, já que ele anseia por boas notas para ir ao rumo de seu sucesso profissional, mas não consegue se sentir seguro frente a isso.  Essa realidade é ocasionada pela pressão da sociedade sob os indivíduos de forma inconsciente, que foi crescendo nas últimas décadas ditando um modelo ideal de vida, no qual é preciso ter êxito na área profissional e pessoal.
    A ansiedade  é tão frequente no mundo contemporâneo que já é assunto de centenas de livros, como os de Augusto Cury, que chama tal doença de mal do século. Essa é uma definição perfeita para a ansiedade, uma vez que é ela a precursora de outras doenças mentais, como a depressão. Ambas as doenças precisam ser tratadas por meio de medicamentos e acompanhamento psicológico, pois afetam imensamente a qualidade de vida do indivíduo, impedindo-o de executar tarefas de seu dia a dia. Além disso, a tendência é que a depressão e a ansiedade afetem cada vez mais os indivíduos ao longo dos anos, ou seja, se as crianças de hoje não forem ensinadas a lidar com o mal do século, elas serão ainda mais doentes do que se é hoje.
    Portanto, percebe-se a necessidade de debater as doenças mentais, tanto com os jovens e adultos que já sofrem com elas, quanto com as crianças que poderão sofrer, com o intuito de erradicar a influência naturalista do meio nos indivíduos. Por isso, o governo deve disponibilizar, nas farmácias populares, mais dos remédios necessários para tratar a ansiedade e a depressão e, juntamente com as iniciativas privadas, deve investir em propagandas para conscientizar a população a cerca dessas doenças mentais e os modos de tratá-las com os fármacos e com a procura de ajuda nos Centros de Atenção Psicossocial. Por último, as escolas devem criar palestras para a abordagem das doenças mentais com convidados especializados no assunto para que as crianças de hoje saibam lidar com o mal do século futuramente.