A necessidade de debater as doenças mentais

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    Em 2013, segundo o jornal Folha de São Paulo, foi constatado que mais de 90% dos casos de suicídio estão relacionados a doenças mentais. Além disso, no Brasil, cerca de 23 milhões de pessoas são afetadas por esses distúrbios, afirma a ONU. Entretanto, a psicofobia enraizada na sociedade e a negligência do Estado com as pessoas portadoras de distúrbios mentais aludem a um crescimento de casos desse tipo no sistema de saúde brasileiro, tornando-se um problema social.
    A psicofobia é definida como o preconceito contra as pessoas que apresentam transtornos e deficiências mentais. Isso incide não somente na relação indivíduo doente e sociedade, mas principalmente na manutenção do controle e prevenção deste tipo de distúrbio nas unidades de saúde do Brasil, por exemplo, raramente existem psiquiatras em postos espalhados pela cidade. Ficando restrito, assim, o acesso a tratamentos adequados as pessoas que têm maiores condições de renda e, mesmo assim, mais de 80% dos afetados não recebem acompanhamento adequado.
    Atualmente, substituindo os manicômios, os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) são as principais referências ao combate de transtornos mentais no país. Contudo, o infográfico publicado em março de 2017 no Portal EBC demostra que essas unidades de saúde estão mal distribuídas entre os estados: 682 delas estão no Sudeste e somente 125 no Norte, por exemplo.
    Mais do que a ampliação e melhorias na distribuição dos CAPS no Brasil, o Estado deve fazer a prevenção às doenças mentais, uma vez que afetam 20% de sua população e causam mortes todos os anos. Além disso, atuar vigorosamente contra a psicofobia, considerada crime, e a favor da Lei Paulo Delgado, publicada em 2001, que garante direitos e tratamento adequado aos indivíduos afetados com doenças mentais.