A necessidade de debater as doenças mentais

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    Os distúrbios mentais estão presentes em muitas famílias. A Organização Mundial de Saúde estima que 400 milhões de pessoas sofrem desses males, e destes, cerca de 80% não tem acesso a um tratamento adequado. Esses transtornos trazem muito sofrimento para os familiares e amigos, que nem sempre sabem como lidar com o enfermo. Mas se a prevalência é tão expressiva, por que a questão ainda é tratada como um tabu?
                         Os doentes mentais sofrem preconceito pois sua condição para a maioria ainda não é esclarecida por completo. É preciso que os órgãos públicos (estados e municípios) promovam campanhas conscientizadoras através dos postos de saúde e escolas, para informar toda a população acerca dessas doenças que são tão debilitantes. Atentando para as diferenças de cada uma, onde procurar ajuda e tratamento, além de alertar à população que existe um modelo de assistência em saúde mental, e que os enfermos têm direito de serem assistidos integralmente. Outra alternativa seria a criação de grupos de apoio por entidades religiosas para cuidadores e doentes, com o objetivo de esclarecer dúvidas e promover oficinas para integrar e interagir com pessoas que estão passando pelo mesmo problema. Há muitas formas de informar e envolver a sociedade sobre a questão, mas não é admissível que atualmente existam pessoas alheias a isso.
                     Os pacientes com distúrbios mentais são pessoas marginalizadas e que carecem de atenção constante. Para ajudá-los primeiramente é preciso que seja feito um diagnóstico adequado, esclarecendo de qual doença de trata, qual o tratamento e cuidados. A partir daí é possível inserir o paciente de volta à rotina normal. No Brasil, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são referência no tratamento gratuito de distúrbios mentais.