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    Na sociedade brasileira as doenças mentais ainda são muito má interpretadas, porquanto, frequentemente, apelidamos pessoas acometidas à esses transtornos de "malucas". Apesar do mero significado, esse posicionamento reflete a problemática do preconceito acerca do assunto, o qual, por sua vez, implica no diagnóstico e tratamento do mesmo.
        A falta de informações sobre as patologias mentais é a principal causa dos pré-conceitos que são estabelecidos socialmente. Por serem doenças silenciosas, do tipo que não apresentam sintomas graves a menos que já estejam em estágio avançado, na maioria das vezes a doença é desqualificada e passa despercebida por quem não tem conhecimento do assunto. Logo, os leigos diagnosticam a doença como um mero drama. Como consequência, o indivíduo, não tendo sido diagnosticado corretamente, pode vir a se tornar perigoso ou até mesmo provocar a própria morte, dependendo do quadro apresentado.
    Entretanto, o tratamento só é possível quando recorremos a especialistas. A família, em alguns casos, não consegue entender que seja preciso cuidados especias e o ser é incapaz de procurar ajuda sozinho. Além disso, em São Paulo, por exemplo, cerca de 80% dos hospitais não oferecem tratamento adequado para o caso.
    Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com toda a mídia do Brasil, desenvolva campanhas dando maior visibilidade a doenças mentais, mostrando que nem tudo deve ser encarado como algo normal, assim muitos dos mínimos sintomas demonstrados deixariam de passar despercebido e a família entenderia o papel fundamental que tem. Somado a isso, é preciso que os hospitais ofereçam melhores condições e que os outros órgãos, como o Ministério da Educação e Ministério do Trabalho, reforcem a atenção psicológica à sua comunidade, em seus respectivos ambientes ,obrigatoriamente, assim, saberiam o que faz mal as pessoas de uma forma geral e mudariam à fim de valorizar o bem-estar de todos.