A necessidade de debater as doenças mentais

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    Vicent Van Gogh. Beethoven. Isac Neewton. Abraham Linconl. Virgínia Woolf. Foram grandes gênios e possuíam algo em comum: todos tinham algum tipo de transtorno mental. Esse fato, ilustra a presença do impasse desde a Idade Média, comprova a importância de se debater nos dias atuais e explicita a necessidade de melhores investimentos nos métodos de tratamento psicopatológicos a fim de reduzir as estatísticas.
        O transtorno mental, portanto, afeta a cognição, os pensamentos, a afetividade e o emocional do ser humano. Dentre inúmeros tipos de transtornos, destacam-se a esquizofrenia e a bipolaridade - que estão entre os distúrbios mais graves - e a depressão, que incapacita mais pessoas do que qualquer outra enfermidade. Felizmente, as doenças mentais tem tratamento, contudo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas pessoas não buscam tratamento por conta do estigma relacionado à doença mental, ou seja, o pensamento arcaico de que os portadores são loucos e, muitas vezes, monstros. Por conseguinte, nota-se o aumento dos casos de suicídio e a insuficiência das unidades básicas de saúde em reverter a situação.
      Por outro lado, é meritório reconhecer a importância do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), fundado em 1987, que tem como lema a hospitalização apenas em casos graves e oferecem tratamento multidisciplinar com psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, clínicos gerais e terapeutas ocupacionais. A importância desse tipo de tratamento, é o desenvolvimento do controle emocional, a descoberta de dons artísticos e o aperfeiçoamento das relações sociais. Como sugeriu a doutura Nise da Silveira, a mulher que revolucionou os tratamentos psicológicos no Brasil: "Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda."
       Diante do que foi mencionado, torna-se evidente, a indispensabilidade de uma política nacional abrangente que aumente o número de Caps no Brasil, melhore os investimentos das unidades básicas de sáude, forneça recursos e tratamento gratuito. Além disso, as escolas e as universidades devem promover acompanhamento psicológicos e debates sobre o assunto, a fim de minimizar o pensamento arcaico citado. De resto, a sociedade deve continuar utilizando a mídia como uma ferramenta para erradicar o cenário atual. Campanhas como o setembro amarelo, devem ser constantemente enfatizadas e praticadas durante o ano todo, para que enfim, as estatísticas de suicídio sejam reduzidas.