A necessidade de debater as doenças mentais

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    Exclusão. Isolamento. Preconceito. Essas são algumas palavras que representam bem a realidade das pessoas que sofrem de deficiência mental no mundo. Para reverter essa situação, debates sobre o assunto são imprescindíveis para a sociedade.
         Em primeira análise, como disse Foucault, com o advento da Idade Moderna há o surgimento de um novo ideal que consistirá na exaltação da razão e é a partir deste molde que o "louco" acaba se tornando um sinal de contradição nestes meios. Assim, já não será tratado apenas como um mero erro, mas também como uma ameaça à ciência. A propagação deste estigma, enraizado na sociedade, faz com que a percepção das doenças mentais seja de alguém anormal, incapaz de se inserir na realidade social, o que leva a sua exclusão. Consequentemente, o processo de reinserção do doente mental no cotidiano é tarefa bastante difícil, pelo fato de ainda haver essa conotação isoladora. 
         Ademais nota-se que esse imaginário social acerca dos que tem sofrimento psíquico advém da falta de informação da civilização sobre o assunto. Destarte, a reversão dessa realidade é uma necessidade, tanto para leigos quanto para profissionais da área, e base para a mudança de comportamento em relação à pessoa com transtorno mental. Então, os debates entram como forma de conscientização indispensável para essa mudança.
           Os debates são, portanto, essenciais para a informação da população e consequente quebra dos estigmas sociais. A fim de ampliá-los, é necessária uma mídia engajada, que dê destaque ao assunto e ajude na desconstrução da visão de incapacidade daqueles com transtornos mentais. Além disso cabe ao governo o dever de criar programas de reinserção da pessoa na sociedade, dando subsídios a empresas que contratem tais indivíduos.