A necessidade de debater as doenças mentais

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    Um Estranho no Ninho, Bicho de Sete Cabeças. Tanto o filme clássico americano quanto o brasileiro retratam a triste realidade dentro de clínicas psiquiátricas, onde não há respeito pelos pacientes e prevalecem o preconceito e a falta de empatia. Apesar dos avanços atuais, como o Movimento Antimanicomial, as doenças mentais ainda são pouco compreendidas e o assunto deve estar em pauta em uma sociedade que se pretende justa e cidadã.
          O pouco conhecimento por parte da população, o despreparo de grande parte dos profissionais da área da saúde e o preconceito em relação às vítimas das psicopatologias geram graves problemas. Entre estes, a precarização do atendimento e a marginalização dos pacientes, que são rejeitados e tratados como "problemas que ninguém quer lidar", muitas vezes pela própria família.
         Outro ponto a ser destacado é o fato dos médicos terem poucas disciplinas humanas durante a formação, o que pode tornar os profissionais mecanizados e sem as capacidades de empatia suficientemente desenvolvidas para garantir um atendimento mais digno às pessoas com doenças mentais. Foucault questiona categoricamente o significado da loucura e coloca em cheque as definições de normalidade, que teriam não outro motivo senão garantir a manutenção do status quo.
         Também é importante observar que de acordo com Organização Mundial de Saúde estima-se que quase meio bilhão de pessoas são vítimas de doenças psiquiátricas. Tal fato deixa clara a necessidade urgente de se tomar medidas eficazes para melhorar as condições de vida dessa parte da população.
            Uma formação mais humana aos médicos psiquiatras, com disciplinas com abordagem crítica do tema da loucura; palestras mensais de orientação para os familiares nos hospitais e postos de saúde, são portanto formas de reverter esse quadro. Assim, o tema de saúde mental sairá da obscuridade e só o conhecimento é capaz de trazer mudanças.