A necessidade de debater as doenças mentais

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    A imposição de padrões rígidos e a obsessão por verdades absolutas muitas vezes limitam a capacidade do homem de compreender outras formas de enxergar o mundo. Esse comportamento maniqueísta atrelado a falta de informações pode levar à Psicofobia. Dessa forma vê-se necessário o debate sobre as doenças mentais para manter a população mais informada e consequentemente menos preconceituosa. 
     Em primeiro lugar é importante ressaltar que os portadores de doenças mentais não são pessoas perigosas e não devem ser excluídos da sociedade podendo assim levar, com um tratamento de saúde adequado, uma vida normal. Qualquer pessoa está sujeita a este tipo de doença que, além de causa biológicas, pode ter causas relacionada a fatores psicológicos ou até mesmo fatores sociais. Segundo estimativas da Associação Brasileira de Psiquiatria, cerca de 30% dos brasileiros irão desenvolver algum transtorno mental ao longo da vida. Alcoolismo, depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar, são só alguns exemplos desses problemas psicológicos.
       Entretanto, as doenças mentais não são exclusividade do povo brasileiro. Ela atinge os mais variados tipos de pessoas, de vários países e de várias classes sociais. Na China, por exemplo, cerca de 100 milhões de chineses padecem de patologias psiquiátricas. Vários famosos também já passaram por algum tipo de distúrbio mental, Britney Spears, Lucas Lucco, Demi Lovato são alguns exemplos. Essa ultima inclusive lançou uma campanha, a Be Vocal, que tem o objetivo de incentivar pessoas que sofrem de doenças mentais a falarem sobre suas experiências, não se isolarem e irem em busca de ajuda para enfrentar esse problema. 
      No dia 6 de abril de 2001 foi sancionada no Brasil a lei antimanicomia, que buscou implantar um centro de atuação psicossocial (Caps), substituindo hospitais psiquiátricos e os padrões conhecidos no passado de uma internação dolorosa e sofrida. Porém, a mentalidade que predomina entre os desinformados é que o lugar do doente mental é no hospício ou manicômio, além da ilusão em torno do uso de procedimentos de contenção física, como a camisa de força. Fato este, que dificulta ainda mais a procura por ajuda por parte dos doente. 
     Portanto, é extremamente necessário debater e apresentar, de forma esclarecedora, as reais condições de um doente mental, quebrando paradigmas e preconceitos antigos por meio de palestras e campanhas publicitárias que mostrem que o doente mental não oferece perigo a sociedade. Além disso, criar projetos como o Be vocal para auxiliar as pessoas que padecem de patologias psiquiátricas. Ademais, é importante ampliar o número de Caps e contratar mais profissionais capacitados.