A necessidade de debater as doenças mentais

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    No livro “Ansiedade - Como enfrentar o mal o século”, seu autor, Augusto Cury, destaca a síndrome do pensamento acelerado como um problema recorrente no mundo atual. Essa é apenas uma das diversas doenças mentais que, por serem negligenciadas, acometem a sociedade contemporânea em grande escala.
       A partir da segunda revolução industrial, as relações sociais veem sofrendo uma notável mudança. As conversas se tornam cada vez mais curtas, as angústias pessoais são disfarçadas através de fotos felizes em perfis na internet e o tempo usado para debater os problemas da comunidade é restrito em detrimento das vidas corridas da população. No entanto, esse mesmo estilo de vida, facilita a ocorrência de doenças mentais, fazendo com que estas abranjam  muitas pessoas sem ao menos ser percebida.
       Várias vezes, essas patologias acabam trazendo consigo outras enfermidades, como a compulsão alimentar, que pode transformar uma pessoa saudável em um obeso. Além disso, muitos doentes mentais, por falta de orientação profissional, se prendem a vícios para tentar fugir da sua realidade e em casos mais extremos, existem aqueles que recorrem ao suicídio, como é retratado na série da Netflix, 13 Reasons Why. O diagnóstico dessas doenças é feito por um especialista, mas cabe a família e a amigos perceber a necessidade de contatar o mesmo, visto que muitos enfermos buscam outras saídas.
       Portanto, é de grande relevância que os pais busquem criar um vínculo com seus filhos, que os permita compartilhar seus problemas para que um ajude o outro, causando uma sensação de sociabilidade frente as adversidades. É importante também que a secretária de saúde em parceria com as escolas, promova debates, mostrando a relevância de tais doenças e onde buscar ajuda, além de promover eventos, como passeatas, que levem esse assunto para diversas faixas etárias visto que essas doenças não escolhem idade.