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    Mal do século
      Após a ascensão do capitalismo, o homem tem valorizado produtos e mercados em detrimento de valores humanos essenciais. Nesse ínterim, encontram-se armas silenciosas de alto poder destrutivo: as doenças mentais. Deste modo, o peso histórico-social carregado por diversas culturas e camadas, mantém ainda hoje o preconceito velado. Assim, transtornos psicológicos necessitam de devido acompanhamento profissional na luta contra um dos grandes desafios de nossos tempos.
      Neste contexto, o herói problemático Dom Quixote, cercado de delírios e sentindo-se, muitas vezes, moralmente abaixo dos homens comuns, é um retrato de distúrbios que já afetavam a sociedade no século XVII. Posposto, marcas do senso comum estão arraigadas na sociedade contemporânea, que apesar de ter um domínio científico maior o europeu moderno, padece com a psicofobia, ou seja, o preconceito contra os portadores de deficiências mentais.
      Outrossim, a  Organização Mundial da Saúde estima que até o ano de 2020 a depressão será o segundo transtorno mais incapacitante do mundo. Salienta-se ainda que somada à fobia social, isto é, o medo irracional de se expor a outras pessoas, o indivíduo pode desenvolver vícios alcoólicos, valendo-se da bebida para "destacar-se" em grupos. Outro agravante é a ansiedade, que gera um sentimento total de preocupação que foge do controle da pessoa afetada. Quadros como estes, se não tratados,  levam o paciente até mesmo à morte. 
      Segundo Platão, portanto, mais importante que viver, é viver bem. Logo, é preciso reestruturar os processos pelos quais crianças e jovens aprendem os valores sociais, também, disponibilizar à nível nacional acompanhamentos psicoterápicos em rede pública. Para isso, é necessário que haja iniciativa pública e privada, gerando a capacitação de profissionais e construção de casas de apoio. Desta forma, tornar-se-á possível a restituição de direitos vitais de todos os cidadãos.