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    De um simples moinho de vento, ao imaginário de perigosos gigantes - esta é a cena épica da obra "Dom Quixote de La Mancha", do autor Miguel de Cervantes, em que frisa as alucinações de cavalaria do personagem-título. No contexto atual, essa comicidade caricaturada da loucura é preo-cupante, já que a carência na humanização terapêutica, além do índice crescente de casos depressivos, induz ao debate sobre doenças mentais. 
        Segundo o filósofo Foucault, a insanidade, no decorrer da história, foi estigmatizada pela ótica da internação e exclusão. Com isso, a psiquiatria moderna tem como um dos seus desafios a humanização no tratamento desses enfermos. Todavia, a bipolaridade, a esquizofrenia e as fobias e transtornos, são alguns dos males atuais que, em casos, não há uma atenção social devida, seja pela imperícia ou receio às psicopatologias. Logo, a relevância da "Lei Paulo Delgado" na luta antimanicomial no país e no respeito àqueles, pelo tratamento junto à base familiar, é essencial.
          Concomitante a isso, o aumento dos quadros de depressão e ansie-dade entre brasileiros requer apoio específico. Prova disso, conforme a OMS, o Brasil lidera o ranking entre os países latinos desses casos, o que aflige os órgãos de saúde, uma vez que isso incita à prática do suicídio, em especial entre os jovens. A exemplo, o jogo "Baleia Azul" e a série ameri-cana "13 Reasons Why (13 Porquês)", em 2017, por instigar e refletir, res-pectivamente, o assunto, mostra a validade na discussão desta situação.
          Diante dos fatos expostos, para findar o estereótipo negativo dos psico-patológicos do país, é substancial aos gestores municipais e empresas de tecnologia a criação de um aplicativo, que vise orientar familiares, organizar visitas de assistentes sociais no domicílio ou requerer internação, por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Somado a isso, o trabalho mútuo entre escolas, mídia e faculdades de psicologia, na realização de feiras, exposições e mesas-redonda, a fim de debater sobre bullying e depressão, além de elucidar sobre riscos de certos jogos e sites que incitem ao suicídio, são viés úteis ao"protagonismo" e respeito às doenças mentais.