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    Segundo Francis Bacon, filósofo inglês, “conhecimento é poder”. Em outras palavras, o saber é capaz de transcender as barreiras da ignorância e possibilita o aprimoramento. Sob esse prisma, as doenças mentais, tão estigmatizadas, tem sua compreensão afetada pela falta de informação. Isto leva à banalização e prejudica a discussão pertinente. 
        Como efeito, há a manutenção da depreciação dessas patologias. Esses preconceitos surgem da fuga do padrão de normalidade comportamental dos acometidos por esses distúrbios, como descrito pelo teórico social Michel Foucault em "A história da loucura". Tais mazelas, como depressão e esquizofrenia, são vistas socialmente como desprezíveis e encaradas como critério de segregação, haja vista a insipiência social. 
         Por essa razão, além disso, ocorre a supressão de conversas acerca desse tema, reproduzindo um cenário não adequado à sua importância. Popularmente acredita-se que evitar o assunto é uma solução, entretanto, mesmo nessa realidade, dados a Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que cerca de 322 milhões de pessoas sofram com depressão. Em contrapartida, a OMS aconselha o debate aberto e responsável, pois, segundo ela, dessa forma prevenir-se-á até 90% dos suicídios. 
          Por outro lado, o trato cotidiano é equivocado, pois confunde disfunções mentais com sentimentos momentâneos. Por exemplo, nas redes sociais, é comum o uso do termo "depressão" como sinônimo de tristeza. Contudo, isso consiste em vulgarizar a expressão de um problema delicado.Isso ocorre em razão da falta de empatia, pois como afirma o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, "todo homem toma os limites do seu campo de visão como os limites do mundo". Assim, perde-se a carga séria da palavra, tornando-a singela e insignificante, o que não contribui para um diálogo proveitoso sobre o tema.
         Dessa forma, é imperioso que ações que visem a educar a sociedade a respeitar os transtornos mentais sejam executadas. Afinal, levar esse debate à sociedade de maneira objetiva, saudável e repleta de informações científicas trará efeitos positivos para a coletividade. Dessarte, as pessoas possuirão preparo suficiente para entender alguém que possua tais enfermidades e para encaminhá-las à ajuda especializada. 
         Para tanto, as escolas devem promover rodas de conversa voltadas para pais e alunos, incentivando aqueles a estendê-lo ao ambiente familiar. Também, o governo e a mídia precisam implementar campanhas de conscientização nos meios de comunicação, a fim de desfazer esse tabu e ensejar a compreensão dos cidadãos acerca desse conteúdo mediante depoimento de especialistas da área da saúde.