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    Herança Pós-Freudiana 
      Em meados do século XVII, antes de Freud desvendar a psicanálise e os distúrbios da mente, aqueles que os possuíam eram considerados loucos, degredados e punidos com crueldade. Entretanto, mesmo com o avanço da medicina psiquiátrica, as pessoas com doenças mentais ainda sofrem preconceito. Isso se dá por conta da negligência do Governo e da falta de informação da população acerca do assunto.
       É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Para Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado. Analogamente, observa-se que no Brasil, a falta de políticas voltadas para pessoas com doenças mentais rompe com essa harmonia, haja vista que, embora existam leis que punam aqueles que não respeitam os direitos dos portadores de transtornos da mente, há brechas, como o desconhecimento e a baixa aplicação da lei que rompem com o equilíbrio. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de combate à problemática.        Outrossim, destaca-se a desinformação presente na sociedade como fator impulsionador de pré-conceitos. Segundo Dhurkeim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que a falta de conhecimento acerca dos transtornos mentais e seus tratamentos está intrinsecamente ligado ao senso comum dos cidadãos, que desconhecem os sintomas e os tratam como se fossem “caprichos” da outra pessoa. Assim, o fortalecimento desse tipo de pensamento é transmitido de geração a geração e agrava o problema no Brasil. 
      Entende-se, portanto, que embora seja necessário debater as doenças mentais, é preciso que haja um conhecimento acerca delas e interesse dos governantes em transmiti-lo. Para atenuar o problema, o Governo deve criar mais leis e ações que promovam a proteção, inclusão e o tratamento adequado para esses indivíduos. Assim como criar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras e às redes sociais, que ensinem como identificar um transtorno psiquiátrico e encaminhar a pessoa para um profissional da saúde. Dessa forma, será possível gradativamente restaurar o equilíbrio proposto por Aristóteles.