A necessidade de debater as doenças mentais

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    As desvantagens de ser  Invisível
    Tristeza, ansiedade, nervosismo. Estes são alguns dos sintomas de quem vive com problemas mentais, e que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), atingem cerca de 700 milhões de pessoas no mundo. Aceitar esse número tão alto não é difícil quando compreendemos suas causas. Além dos aspectos genéticos, a intensa individualização do homem, o estresse vivenciado por ele diariamente e a pressão coercitiva da sociedade capitalista são fatores que levam aquele a desenvolver sérios transtornos psicológicos e a ter uma extrema dificuldade de se encaixar nesse molde social, tornando-se um doente muitas vezes acusado como um louco (quando notado) devido a banalização de tal enfermidade.
    A depressão, uma das doenças mentais, atingem em média 5% aos homens e 10% às mulheres, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). Ela cotidianamente é representada erroneamente. É comum dizer que alguém está deprimida só por estar com baixa estima ou decepcionado, ou por está triste momentaneamente. É importante destacar que vai muito além disso. Para um sincero diagnóstico é preciso que o portador passe por uma série de consultas psiquiátricas e psicológicas e, quando confirmado, levado a um tratamento sério e preciso, pois ao contrário de muitos doentes como os cancerosos que lutam para viver, os depressivos não encontram motivação para isso, ocasionando, no ápice da doença, o suicídio. 
    A desvalorização dessa patologia agrava muito o caso. A falta da discussão sobre o assunto e o desinteresse em ajudar e ouvir o enfermo faz com que este se sinta deslocado, por exemplo, na sua escola, tendo rendimento baixo, no trabalho, não atendendo às obrigações, e nos laços familiares e de amizades, distanciando-se.
    É preciso, dessa foma, respeitar e considerar seriamente tais transtornos. Os preconceitos e a negligência devem ser gradativamente eliminados. Tornar visíveis esses indivíduos só será possível se abrirmos os olhos.