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    O sociólogo Émile Durkheim comparou a sociedade a um "organismo vivo", composto por diferentes partes, as quais possuem funções específicas, mas dependentes umas das outras; contudo, a falta de empatia de algumas pessoas para com os indivíduos que sofrem com psicopatologias tem dificultado as interações sociais, banalizando e agravando ainda mais as doenças mentais, não realizando assim a integração entre os segmentos desse "organismo biológico".
          Zygmunt Bauman, em sua teoria sobre a liquidez social, fala que as relações têm se tornado cada vez mais fluidas e menos sólidas. Essa visão pessimista da vida também pode ser observada na segunda geração do romantismo, onde as obras expõem demasiada melancolia, dor existencial e isolamento. Somando-se à esses fatores socioculturais a busca incessante por uma promoção pessoal e social quase nunca alcançável imposta pelo sistema econômico vigente, tem-se como resultado relações interpessoais menos profundas, gerando um vazio emotivo e deixando o corpo suscetível à essas mazelas psíquicas.
          A Organização das Nações Unidas (ONU) coloca tais distúrbios em posições de destaque no ranking de doenças que mais afeta a população. Pesquisas feitas pela Organização Mundial da Saúde mostram que mais de 20 milhões de brasileiros sofrem com essas disfunções e muitos não buscam ajudar por falta de condições ou por não identificarem os sintomas como uma doença grave e passível de ajuda psiquiátrica ou psicológica.
          Portanto, fica evidente que as modificações no estilo de vida dos indivíduos proporciona o aparecimento e, posterior fortalecimento, dessas patologias mentais. Cabendo ao governo, por meio do Ministério da Saúde, e postos de trabalho o fornecimento de profissionais qualificados para diagnosticar e tratar esses males; assim como palestras de conscientização psicossocial, a fim de reverter essa situação. Com a execução de tais medidas, a integração dos seguimentos do "corpo orgânico" de Durkheim será feita.