A necessidade de debater as doenças mentais

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    O ultrarromantismo marcou o século XIX com pensamentos de pessimismo e isolamento. Seus poetas demonstravam intensa dor ao verem a morte como única solução para o sofrimento. Fora da literatura, entretanto, é imprescindível que esses comportamentos não sejam naturalizados, e sim debatidos como o que realmente são: doenças mentais nocivas para o bem estar dos indivíduos.
     Primeiramente, é essencial considerar a falta de informação sobre transtornos psicológicos. Indivíduos que sofrem com depressão, ansiedade ou pânico muitas vezes não reconhecem os sintomas, ocasionando, assim, uma escassa busca por tratamento. De acordo com a Organização das Nações Unidas, menos de 30% das pessoas com esses distúrbios recebem o auxílio apropriado. Desse modo, percebe-se que a carência de dados explicativos está intimamente relacionada a procura por ajuda psiquiátrica.
      É importante considerar, também, a constante banalização da saúde mental. Páginas na internet como "futebol da depressão" ou "pânico da faculdade" mostram que a sociedade ainda vê essas questões com tom humorístico. No início de 2017, a plataforma Netflix lançou a série "13 reasons why", abordando a vida de uma adolescente que comete suicídio após ser vítima de "bullying". Na história, tanto professores quanto colegas de classe ignoram a violência que a personagem enfrenta, pois consideram tais atos cotidianos e normais. Assim, evidencia-se que as questões psiquiátricas ainda não são levadas a sério como deveriam.
      Fica claro, portanto, que a saúde mental é um tópico que merece grande atenção. Faz-se necessário que o Ministério da Saúde informe melhor o povo sobre o Centro de Valorização da Vida, por meio de comerciais em seus canais de comunicação. Também, as escolas e famílias podem juntar-se para promover debates sobre os sintomas das doenças, e onde procurar apoio. Talvez, assim, seja possível salvar vidas e romper com o imaginário mórbido do período ultrarromântico.