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    Distúrbios mentais como problemática social
     As doenças mentais sempre foram veladas, tanto pelo governo como pelas pessoas, por representarem tabu social. Nominações taxativas e o despreparo das unidades de saúde, oprimiam quem passava por situações de distúrbio mental, causando o que hoje se tornou um dos principais problemas públicos vigentes: O aumento da prevalência das doenças mentais.
        O custo da omissão e da subnotificação se reflete em uma geração conturbada; um comprovante é o agrave no consumo de psicofármacos, capaz de gerar outro grande problema que é o vício em medicações fortes. Esses muitas vezes são receitados pelos próprios profissionais, que encontram dificuldades técnicas para realizar um tratamento integrado que possa realmente promover a cura. No entanto, não se descarta o fato de que grande parte da população acaba adquirindo o hábito de se automedicar. 
       A camada jovem é a que vem sendo mais atingida, sobretudo pela depressão e ansiedade, tornando necessária a abertura ao debate capaz de abranger tal realidade. Com a revelação de tais dados, vários meios midiáticos passaram a lançar produções voltadas à exposição da problemática, que tem como resultado a crescente visibilidade, tão importante para o diagnóstico primário e para a melhor compreensão da doença perante a sociedade.
      Nesse ínterim surge uma grande barreira, o despreparo do sistema de saúde para trabalhar casos psíquicos, principalmente mediante o aumento da demanda. Desse modo pode-se observar falhas desde a falta de acompanhamento contínuo ao paciente já diagnosticado, até a precariedade do atendimento no caso de emergência. Além disso, a deficiência de outros órgãos, como os de perícia, fazem com que os dados acerca das doenças e consequências, como o suicídio, sejam camuflados. 
       Dado o exposto, é indubitável a necessidade de se debater as doenças mentais, expondo sua realidade. O modo como é vista e conduzida desde o portador até os órgãos teoricamente capacitados para auxilio diz muito sobre a situação da problemática no país. Desse modo, deve-se investir, acima de tudo, na informatização e, por conseguinte, na acessibilidade, buscando sanar qualquer barreira que impeça o portador de distúrbios mentais de ser ajudado. A divulgação, seja de qualquer veículo, é de suma importância inclusive para famílias que muitas vezes não conseguem diagnosticar ou mesmo lidar com tal diagnóstico, dando-as o direito de obter um encaminhamento adequado.