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    Ansiedade. Depressão. Bipolaridade. Dos mais conhecidos aos mais incógnitos, esses transtornos vem gradativamente aumentando sua incidência na vida do cidadão brasileiro. O preconceito com o qual se trata esse tema no cotidiano frequentemente impede que o percebamos, mina a possibilidade de que as consequências sejam debatidas e se constitui como um obstáculo à construção de uma política de tratamento para os enfermos. 
     Desde o século XIX, as doenças mentais são tratadas como um fator determinante para o afastamento de seus portadores do convívio social, impedindo que essas pessoas possam se provar aptas à comunhão, bem como fortalecendo estigmas negativos acerca do assunto. Assim, esses indivíduos são marginalizados e, muitas vezes, destinados a viver longe dos demais ditos "normais", impossibilitando que haja um enfrentamento coletivo dessa situação. 
     No Brasil, além da discriminação, há a questão da falta de tratamento adequado para essa condição. Mesmo com a Lei Paulo Delgado, que dispõe sobre a proteção e os direitos de pessoas portadoras de doenças mentais, a estagnação do governo e dos familiares contitui um empecilho para que esta seja regulamentada e posta em prática, compondo não somente um cenário de descaso, mas de irresponsabilidade. 
     Cabe, portanto, que uma série de medidas sejam tomadas para resolver esse problema. É preciso que haja a criação de grupos de apoio, por meio de uma parceria entre o Governo e ONG's especializadas, tanto para os portadores como para os parentes, sendo essa iniciativa amplamente divulgada pela mídia e apoiada pelo corpo social civil. Ademais, é dever das escolar e universidade a realização de palestras e campanhas de conscientização sobre o assunto.