A necessidade de debater as doenças mentais

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    Sobre um novo olhar
         Exorcizados, enclausurados, dopados ou mesmo mortos. Como Foucault revelou ao estudar a loucura, os doentes mentais foram tratados das mais diversas maneiras. Entretanto, o ponto em comum nas diversas épocas é o debate- ou falta dele. A falta de discussão sobre doenças mentais alimenta um estereótipo pejorativo que, por desconsiderar o quadro clinico como doença, impede o tratamento do doente. Dessa maneira, é preciso analisar as circunstâncias e a necessidade de debater as doenças mentais.
         Em primeiro plano, a sociedade ignora o problema ao desconsidera-lo como doença. Sob o estereótipo de loucura, os problemas psicológicos são desconsiderados como doença. De modo que, desde a Idade Média, os doentes são tidos como anormais, fracos e endemoniados, tratados com choques e isolamento social. Desse modo, enquanto doenças mentais são classificadas como fraqueza emocional e não doença, o preconceito, construído e enraizado na sociedade, se prolifera. Portanto, o estereótipo social sobre a “loucura” desconsidera o problema, bem como seu debate.
           Em conseguinte, os portadores de doenças mentais deterioram sua saúde devido ao preconceito que lhes impede de buscar o tratamento especializado. A medida que depressão, transtorno bipolar e síndrome do pânico são classificadas socialmente como fraqueza ou “coisas de doido”, o reconhecimento do problema e tratamento é dificultado pelo preconceito que rodeia as doenças mentais. Tal fato torna-se evidente na aversão que ainda persiste na sociedade às consultas a psicólogos e a psiquiatras. Assim, ao ignorar o debate, milhares de doentes padecem sem assistência médica que, mesmo existindo, torna-se inacessível frente ao julgamento social aos doentes mentais.
           Portanto, é necessário debate e ação para promover o tratamento e vida digna aos doentes mentais. Ao Estado cabe, através da mídia, divulgar webséries com relatos de portadores de doenças mentais, de modo a conscientizar a população quanto a doença e a importância do tratamento. Além disso, uma ação conjunta do Ministério da Saúde e da Educação deve viabilizar palestras de psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde nas escolas com o intuito de esclarecer e combater o preconceito as enfermidades que atingem o psicológico. Desse modo, ao invés de ignoradas e estereotipadas, as doenças serão discutidas e tratadas sobre um novo olhar.