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    A representação negativa de doenças mentais no imaginário popular é um empecilho para o tratamento adequado, já que adiciona a preocupação de ser taxado de louco naqueles indíviduos que precisam de auxílio médico. Devido ao fato de o desconhecimento sobre saúde mental contribuir com o estigma contra portadores desse tipo de distúrbio é fundamental a ampliação do debate público sobre o assunto. 
         Entre os motivos da incompreensão coletiva figura a diversidade entre os transtornos mentais e seus sintomas, assim como a subsequente dificuldade em conseguir informações concretas. Por exemplo, depressão e episódios de mania no transtorno bipolar tem manifestações opostas em diversos aspectos dificultando até mesmo aos profissionais da saúde definir o diagnóstico. 
        No Brasil, saúde é uma das obrigações do Estado porém o país se insere em um contexto em que as dificuldades na implementação de políticas públicas para intervenção terapêutica ocorre em nível global. Um exemplo disso é a divulgação do histórico médico para o empregador na Coréia do Sul, o que inibe a busca por consultas. Em contraste positivo, o SUS atua nas áreas de Psiquiatria e Psicologia. 
        A importância do Estado também pode ser apreendida dos preceitos de Durkheim em sua obra "O Suicídio" devido aos argumentos a favor da existência de causas sociais para o fenômeno que titula a obra. Na arena cultural, o uso de linguagem mais humanizadora por parte da população diminui os efeitos da marginalização e transforma a percepção.
      Diante do exposto, uma das soluções para o quadro seria aumentar o foco na saúde mental no currículo de universidades em áreas correlatas a saúde e posterior difusão de conhecimento para a comunidade por meio do tripé pesquisa, ensino e extensão. Outrossim, a maior divulgação com campanhas publicitárias na televisão de organizações como o Centro de Valorização a Vida também tem potencial transformador.