A necessidade de debater as doenças mentais

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    O século XXI é marcado por muitos tipos de doenças, e grande parte delas possui tratamento específico, inclusive as doenças mentais. Porém, a maioria da população brasileira não as trata como doenças de fato, fazendo pouco caso e afirmando que são apenas "frescura" de quem sofre com elas. E além disso, muitos jovens tratam tais transtornos, principalmente a depressão, de forma muito irresponsável, como se fosse bonito ter algum deles.
        A priori, tais distúrbios são causados tanto por problemas hereditários, quanto por algum tipo de trauma na vida da pessoa que o desenvolveu. Os tipos de tratamento são os mais diversos, vão do uso de remédios, sessões psiquiátricas, psicológicas, entre outros. Porém, mais de 80% das pessoas que tem esses problemas não procuram ajuda, tanto por falta de apoio da família que não entende os reais riscos, quanto por falta de informação do que realmente pode estar acontecendo. Esse tipo de posicionamento dos familiares em relação aos distúrbios são preocupantes, pois uma doença como a depressão, muitas vezes é interpretada como "um modo de chamar atenção" e não como um problema que precisa de auxílio médico.
        A posteriori, o modo como os jovens saudáveis tratam a depressão é muito superficial, isso pode ser visto em redes sociais como o "Tumblr" em que muitas pessoas tratam ela com "glamour", como se fosse moda ter esse tipo de distúrbio. A razão disso é que muitos pensam que para ter depressão basta ter uma tristeza momentânea, e isso reforça muitos preconceitos contra quem tem esses problemas, pois eles não são tratados como doentes, e sim como "frescos". Uma outra atitude muito usada, tanto por familiares, quanto por amigos de quem sofre com esses distúrbios é levar tais pessoas para a igreja, pois muitos interpretam que tudo isso é "falta de Deus no coração", e essa atitude é muito errada, pois mesmo que quem faz isso pense estar fazendo algum bem, está na realidade provocando muito mal para o enfermo, pois doenças tem que ser tratadas como tal.
        Fica evidente, portanto, que muito tem que ser feito para que o povo pare de tratar os transtornos mentais de forma leviana. Uma boa medida para isso sãos os filmes e livros que tratam desses assuntos, um exemplo é o filme "Uma mente brilhante" que tem um personagem esquizofrênico e mostra como ele leva a vida. Além disso, as escolas devem promover trabalhos e campanhas para que os alunos se busquem informações sobre tais problemas e seus modos de tratamento, pois o debate é essencial para tornar a população mais informada e mais interessada.