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    A cura na inclusão
    Depressão, distúrbio de ansiedade generalizado, esquizofrenia, transtornos alimentares. Essas doenças, dentre tantas outras, são apresentadas para nós constantemente, seja por meio de revistas, jornais, filmes, novelas ou até mesmo por pessoas conhecidas que convivem com algum transtorno psiquiátrico. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 400 milhões de pessoas do mundo todo são afetadas. A doença mental é fortemente presente em nossa sociedade atual, e precisa ser discutida com respeito e responsabilidade. A sociedade precisa se conscientizar e garantir que essas pessoas se sintam seguras para iniciar e dar continuidade ao tratamento de maneira eficaz.
    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem vários fatores que podem causar tais distúrbios: a mudança na capacidade de uma pessoa em administrar seus pensamentos, emoções e interações sociais, fatores econômicos, culturais, condições de trabalho ou de moradia, a predisposição genética, nutrição e até mesmo infecções transmitidas de mãe para filhos durante a gravidez. Sendo assim, a sociedade precisa entender que deve dirigir o mesmo respeito que é dado às demais patologias, aos distúrbios mentais.
    A busca por um espaço no mercado de trabalho é uma das maiores dificuldades que existem; para essas pessoas, um trabalho não significa apenas um meio de subsistência, mas também uma forma de conviver com os considerados “normais”. Além disso, existe a precariedade no tratamento de doenças mentais, reflexo de uma política pública que, até os anos 1980, mantinha em funcionamento os manicômios, onde pacientes eram submetidos a tratamentos desumanos. Segundo o Programa de Esquizofrenia da Unifesp (Proesq), em 2014, 85% dos pacientes que faziam uso da medicação Closapina, usada para tratar a esquizofrenia refratária, não conseguiam receber o remédio nas unidades do SUS.
     Isto posto, observa-se que a saúde mental precisa ser tratada de maneira séria. É impreterível que o Governo coloque em prática o que dispõe a Lei que protege as pessoas portadoras de transtornos mentais: é necessário que as vagas em leitos para tratamentos psiquiátricos sejam ampliadas no SUS e que não faltem remédios para esses pacientes. Para que não convivam com a dor da humilhação e da negação, as empresas privadas devem abraçar a causa e fornecer mais oportunidades de empregos para as pessoas acometidas por transtornos mentais. Acreditar em seu potencial é o primeiro passo para derrubar os preconceitos e reconectá-los à vida.