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    Ao analisar o problema da falta de debates acerca de doenças mentais no país, vê-se que isso reflete diretamente na regulamentação de leis e medidas que protejam seus portadores. Apesar de, segundo a ONU, 23 milhões de brasileiros sofrerem com algum tipo de distúrbio, o assunto ainda tem pouca visibilidade. 
    Em primeiro plano, a depressão é multicausal e campeã de incidência no Brasil. Trajada de um sentimento de tristeza profunda e persistente, o tratamento é baseado em remédios e psicoterapias. Contudo, a falta de informação e conscientização por parte da população a transforma em um tabu. Assim, quem a sofre passa a buscar soluções imediatistas, como o suicídio. Com a série Os 13 Porquês, lançada como forma de conceder visibilidade ao assunto, o tabu vêm sendo quebrado e o número de ligações para o Centro de Valorização a Vida vêm aumentando.
    Entretanto, o problema está longe de ser resolvido. A Lei nº10.216, publicada em 2001, assegura a assistência aos portadores de doenças mentais, porém estes e seus familiares ainda aguardam sua normatização. Somada a isso, a ineficiência de políticas públicas de fornecimento de medicamentos essenciais ao tratamento gratuitamente ressalta a importância da discussão no âmbito da população e no âmbito governamental.
    Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Auxiliado por subsídios oferecidos pelo governo, o Centro de Valorização a Vida deve promover palestras ministradas por psicólogos e psiquiatras visando prevenção da educação emocional, a dispersão de informações sobre o assunto e formas de ajudar pessoas próximas com esses distúrbios. Paralelo a isso, o Ministério da Saúde deve regulamentar as leis já existentes e fornecer tratamentos e terapias para auxiliar pacientes que já adquiriram essas patologias.