A necessidade de debater as doenças mentais

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    No limiar do século XVIII, a Europa Ocidental - e de certa forma o Brasil - experimentava um período de construção de manicômios, onde pessoas consideradas loucas eram trancafiadas nessas instituições até sua morte. Hodiernamente, transtorno mentais possuem um grande destaque no ranking de doenças que mais atingem a população mundial. Entretanto, mesmo atingindo cerca de 20% dos adultos, esses distúrbios ainda sofrem uma intensa banalização pela sociedade.
         Em uma primeira análise, sob a ótica psicológica, segundo a pesquisa de Jordan Smoller, diretor da Universidade de Genética Psiquiátrica de Massachusetts, doenças como bipolaridade, autismo, TDAH, depressão e esquizofrenia possuem dois genes em comum e específicos. Portanto, elas devem ser tratadas como distúrbios, visto que são constantemente banalizadas pela população. Esse processo decorre do fato do corpo social estar inserido em uma sociedade onde os indivíduos acreditam que transtornos mentais são apenas para chamar atenção.
      Ademais, em segundo plano, de acordo com a lei 10.216/01, popularmente conhecida como "Lei Paulo Delgado" ou "Lei da Reforma Psiquiátrica", sancionada por Fernando Henrique Cardoso, institui um novo modelo de tratamento aos transtornos mentais. Contudo, após a 16 anos da sanção dessa norma, hospitais públicos, como o SUS, continuam sem um recurso terapêutico adequado para a saúde mental.
          Dessa maneira, visto que a banalização dos transtornos está intrinsecamente presente na sociedade, é necessário que o Poder Legislativo torne a lei 10.216/01 mais efetiva, provendo um melhor tratamento gratuito para a população. Também é preciso que a mídia faça campanhas demonstrando a importância de se debater e o quão sério são os transtornos mentais. Assim, podendo tornar o corpo social cada vez mais humanitário e empático.