A necessidade de debater as doenças mentais

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    Na Idade Média, as enfermidades mentais eram vistas como expressão de algo sobrenatural. Hoje, após quatro revoluções na área psiquiátrica, as doenças mentais ainda são pouco debatidas e, de certa forma, causam repulsa e medo entre os que estão envolvidos. Dessa forma, é necessário debater sobre esses transtornos para que sejam vistos como qualquer outra doença curável e controlável.
      Longe de ser uma expressão sobrenatural, as doenças mentais, geralmente, são advindas de traumas ou problemas nos neurotransmissores. Por serem pouco exploradas, muitos enfermos sentem vergonha de falar que têm algum transtorno ou que tomam drogas  para controlar seus impulsos. Dessa forma, a falta de informação da população leva ao preconceito e a exclusão, o que torna a vida dessas pessoas ainda mais complicada.
        Diante dessa temática, o documentário "Vozes que curam" foi lançado nos Estados Unidos com a esperança de que o filme diminuísse o medo em torno de estados alterados de consciência. O resultado foi extremamente positivo e, muitas pessoas da comunidade em que o filme foi divulgado a princípio, passaram a interagir e a ver os doentes mentais com outras expectativas. Nesse contexto, é notório que, quanto mais as pessoas são apresentadas a essa temática, mais a visão preconceituosa vai se desfalecendo.
     Portanto, levando em consideração os aspectos mencionados anteriormente, é necessário que os psiquiatras da Associação Brasileira de Psiquiatria promovam palestras e distribuam cartilhas que expliquem e explorem os transtornos mentais para que as pessoas se sintam mais próximas da causa. É necessário ainda que seja organizada uma campanha nas redes sociais em que pessoas que sofrem dessas doenças deem seus depoimentos, vejam que têm apoio dos envolvidos e que não estão sozinhas ou excluídas. Dessa forma, sobrenatural seria não entender que transtornos mentais são doenças como outras quaisquer.