A necessidade de debater as doenças mentais

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    De acordo com Foucault, os transtornos aparecem associados às ideias de diferenças, do incômodo e do desrespeito às normas do grupo, onde tal fato implica na exclusão dos cidadãos do convívio social para tratamentos médicos. Nesse sentindo, a sociedade está doente e os seres que a constituem vivem diariamente em um estado de dissabor. Dessa forma, uma vez que o corpo social encontra-se enfermo como resultado de sua conduta ignominiosa a população desenvolverá doenças intelectivas.           Mormente, segundo Freud “Somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro”, desse modo, o ser humano vem sofrendo influências negativas da atual sociedade capitalista e padronizada. A ocorrência destes eventos têm como desfecho uma comunidade defeituosa que se submetem a escapismos sociais, por exemplo, a depressão e a esquizofrenia. 
     Segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde, as doenças e transtornos mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Na hodiernidade, distúrbios mentais são silenciosos, invisíveis e ignorados não tendo grande enfoque em um mundo autocentrado. De fato, há a perda gradativa do controle desta situação como, por exemplo, os atentados terroristas com homens bombas ao redor do globo, indivíduos estes mentalmente incapacitados que são usados para cometer atrocidades.
     Destarte, a civilização está envenenada por pecados capitais, com seus cidadãos encontrando-se em condição de sofrimento vivendo em conflito com seu âmago. Torna-se imperativo que o Ministério da Saúde desenvolva leis que agreguem a proteção e acompanhamento destes indivíduos com distúrbios mentais. Ademais, urge que a mídia, por meio das fontes de informação e comunicação, transmita e propague a real dimensão que as doenças mentais têm na vida da sociedade e suas consequências. Apenas sob tal perspectiva, se é capaz controlar o que pode ser descrito como o mal do século.