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    "vivemos tempos líquidos, em que nada é para durar". Nessa assertiva, o filósofo polonês Bauman denuncia o imediatismo e a fluidez das relações humanas na modernidade. De fato, o intenso fluxo de informações e estímulos do atual sistema capitalista , por vezes , gera um grande desgaste na saúde mental do indivíduo, o qual gera transtornos no campo psíquico. Nesse sentido, o debate sobre doenças mentais é imprescindível, entretanto , no Brasil ,essa questão entraves de âmbitos social e educacional que precisam ser reparados.
        Primeiramente, deve-se pontuar a banalização desse tipo de patologia. Pierre Bourdieu, pensador francês , define "violência simbólica " como as opressões moral e psicológica impostas a uma pessoa ou grupo social. Tal conceito é evidenciado em nossa sociedade pelos estereótipos criados em tornos de males como depressão e ansiedade , sendo esses classificados como crises essencialmente passageiras ou mesmo frescura e exagero. Consequentemente, as vítimas , muitas vezes , acabam por deixar de procurar tratamento específico, levando ao agravamento do quadro de muitos brasileiros visto uma pressão social altamente preconceituosa.
        Além disso, é preciso ressaltar as falhas no atual modelo de ensino. Em sua essência , tal sistema preza que o aluno assimile os conteúdos, impostos de maneira análoga ao fordismo, e reproduza-os em forma de resultados expressivos. Todavia , essa  exigência, por vezes, é abusiva frente à saúde mental do estudante, já que a obrigação de boas notas é cristalizada tanto como o que define seu futuro, quanto seu maior objetivo, sobreposto a todo resto das esferas sociais desse grupo. Assim, muitos universitários, vestibulandos e secundaristas são reféns de números que, supostamente, ditam seu valor dentro da sociedade, sendo depressão,stress e ansiedade  constantes entre essas pessoas.
         A nação, portanto, tem um quadro crítico que precisa ser revertido. Logo, é essencial a atuação do Ministério da Saúde junto a redes sociais, como "Facebook" E "Twitter", com a veiculação de campanhas em vídeo que visem não só desconstruir o preconceito em torno das doenças mentais, a fim de diminuir banalização acerca desse assunto, mas também encorajar as vítimas a procurar atendimento clínico, tornando o corpo social mais tolerante. Também é necessária a ação do Ministério da Educação junto ao Poder legislativo, com a realização de reformas no sistema educacional, no intuito de criar cargas horarias e avaliações mais dinâmicas e flexíveis as necessidades individuais de cada aluno, no intuito de respeitar os limites da sanidade mental desse grupo, dessa forma, priorizando esse fator como determinante para maximizar suas qualidades de vida.Talvez, assim, por meio dessas medidas, a discussão sobre doenças mentais seja um assunto mais valorizado em nosso território.