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    No filme "Clube da Luta", de David Fincher, o telespectador se depara com um homem sofrendo de depressão, ansiedade e insônia crônica. O capitalismo, unido ao "American way of life", o tornaram um trabalhador compulsivo, que divide as suas horas entre emprego e consumo material. O personagem cria em sua mente um homem que gostaria de ser, Tyler Durden, uma pessoa sem transtornos psicológicos, que trabalha e consome apenas o necessário para viver. O capitalismo criou um estilo de vida robotizado e com "fome" de consumo, tornando as doenças do século XXI "invisíveis" e silenciosas, por isso a necessidade de se debater as doenças mentais. 
      Na Idade Média, o pensamento sobre a tristeza era de que seria um pecado e abandono à religião. Dante Alighieri, na sua obra "Inferno", escreveu que os melancólicos são uma seita de fracos. Esses pensamentos medievais estão presentes até hoje na sociedade, que, em sua maioria, não aceita a depressão, por exemplo, como uma doença.
      O paciente de doenças mentais ao apresentar os sintomas, como tristeza profunda e pensamentos suicidas, é considerado, no âmbito social, como fraco e ocioso. Por ser excluído socialmente, o doente raramente chega a se tratar. A falta de discussão de doenças como ansiedade, por exemplo, gera ignorância, que leva ao preconceito e atenua ainda mais os sintomas nos pacientes.
      Os secretários da Cultura, principalmente em metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, devem oferecer áreas de lazer gratuitas para os habitantes, como uma forma de evitar os efeitos da depressão, como o sedentarismo, por exemplo. O ministro da Saúde deve disponibilizar em postos de saúde e hospitais universitários tratamento gratuito psicológico e psiquiátrico, democratizando o acesso à uma vida mental saudável. A mídia deve contribuir veiculando campanhas de conscientização para que se possa identificar os sintomas, trazer à tona os riscos das doenças mentais e apontar meios para tratá-las.