A necessidade de debater as doenças mentais

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    O desconhecimento cria monstros.
                O simples fato de citar o termo doença mental já causa estranheza e desconforto para muitas pessoas. O desconhecimento das enfermidades psiquiátricas, ao longo da história, levou à práticas de tratamento questionáveis, e a criação de um tabu. A sociedade atual, devido a consequências do sistema econômico vigente, e ao julgamento preconceituoso, fazem com que o problema se agrave.
                A maior parte das pessoas sabem o nome de diversas doenças, porém quando o local atingido é a mente, esse número cai drasticamente. Tal fato é graças a falta de informação, pois o avanço da medicina na área é recente. Poucos anos atrás, seguindo como em outras enfermidades em que não se tinha conhecimento, a "lepra" (hanseníase) por exemplo, os afetados eram isolados, sob condições deploráveis. Além de não auxiliar o paciente, anos dessa prática, levou a construção de uma imagem negativa e ao aumento do preconceito.
                 Paralelo a isso, como resultado do capitalismo, o individualismo crescente faz a situação piorar. A busca constante por valores, de ser o máximo, e a consequente comparação entre as pessoas geram muitas vezes sentimentos negativos, o que agrava casos de depressão, levando em muitos casos aos suicídios, os quais já giram em torno de 1 milhão por ano no mundo.
                Portanto, é preciso atitudes para auxiliar no tratamento, e para reduzir a aversão aos doentes mentais.  A educação, através de seminários escolares e palestras, juntamente com campanhas na mídia, mostrando as diversas doenças e suas singularidades, ajudariam a dissipar informações, e assim promover debates construtivos. O Estado além de oferecer tratamento adequado, tem um papel importante através de leis, e incentivos de promover inclusão nas empresas e em cargos públicos, pois uma interação maior com a sociedade em geral, traria benefícios a ambos os envolvidos.