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    Na 2ª fase do Romantismo brasileiro, a idealização da morte acompanhada de uma profunda melancolia foram características marcantes. Na contemporaneidade, a depressão e as demais doenças mentais tornam-se cada vez mais relevantes devido ao grande contingente de indivíduos afetados. Fatores de caráter educacional, bem como social, expressam a urgência de mudanças na forma de abordar essa temática.
       É importante pontuar, de início, a negligência acadêmica quanto às doenças do psicológico. À guisa do pensamento kantiano, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, e as escolas brasileiras falham no ensino aplicado. Nesse contexto, a omissão do meio estudantil frente ao tema gera uma população inconsciente sobre as doenças mentais, além de ratificar uma "censura" acerca de assuntos ligados ao suicídio. Tal fato pode ser observado pela recepção negativa de parte dos telespectadores  à serie "13 reasons why", que aborda a depressão ao longo de seus episódios.
       Outrossim, tem-se o modo de vida contemporâneo como cerne dos problemas ligados à mente. Na chamada modernidade líquida, a fluidez do tempo associada ao vício às novas tecnologias configura uma superficialidade das relações sociais. Assim, os indivíduos passam a valorizar o mundo virtual em detrimento do contato pessoal. Nesse sentido, a depressão já é considerada a doença do século XXI, com uma incidência de 20% da população, segundo dados do portal G1.
       É notória, portanto, a relevância de fatores educacionais e sociais na problemática supracitada. Nesse viés, cabe às escolas, em consonância com as ONGs da área, orientar a população acerca das doenças mentais e os seus riscos. A ideia é, a partir de palestras e debates nas salas de aula, construir uma consciência coletiva de cuidados à saúde da mente. Paralelamente, a mídia, enquanto difusora de novos comportamentos e opiniões, deve estimular o uso consciente das novas tecnologias. Essa medida deve contar com propagandas educativas nos veículos de comunicação, para que os cidadãos passem a valorizar mais as relações pessoais. Por fim, o Estado, por intermédio dos órgãos responsáveis, deve desenvolver projetos de tratamento aos brasileiros que enfrentam problemas mentais. Desse modo, será construída uma sociedade que reconheça a importância da saúde mental.