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    Segundo Durkheim, "o homem é o lobo do homem", ou seja, o homem é o malfeitor do homem. A premissa do filósofo francês não se distancia muito da realidade vivida atualmente no Brasil, visto que a sociedade trata os portadores de doenças mentais como simples pessoas que desejam atenção, e consequentemente os negam ajuda, piorando sua condição e muitas vezes os levando ao suicídio.
      Algumas condições mentais alteram o comportamento de seu portador apenas parcialmente como a depressão e a ansiedade. Pessoas com depressão tendem a se sentirem inferiores e incapazes, o que os faz pensarem de forma mais negativa, levando-os ao isolamento. Porém, quando expostos a uma situação social, muitas pessoas depressivas, por exemplo, agem normalmente, não deixando transparecer nenhum sintoma da doença. Devido a isso, amigos e familiares do mesmo não percebem a presença da condição, e nos casos onde o portador se recusa a pedir ajuda, a doença acaba sendo completamente despercebida e seus sintomas são tratados como simples preguiça, irritabilidade sem motivo ou mal humor, enquanto o comportamento autodestrutivo do indivíduo persiste.
       Ao ignorar a existência da doença mental de um indivíduo, o mesmo passa a se isolar do resto da sociedade e deixa de se tornar produtivo, o que piora sua condição mental. A pessoa afetada pela doença sente que existe um limite para seus sentimentos, e o isolamento e a ausência de alguém disposto a ajudar os fazem chegar à conclusão de que é impossível prosseguir com sua vida, o que leva a um quadro mais sério com agravamento dos sintomas ou até mesmo ao suicídio.
      Deveriam ser oferecidas, nas escolas, aulas que esclareçam as doenças mentais, e com a ajuda do sistema de saúde, o governo deveria tomar , também como seu dever, oferecer programas de auxílio à saúde mental, que é tão séria quanto a saúde física, embora muitos erroneamente não a classifiquem como tal.