A necessidade de debater as doenças mentais

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    A inércia que Einstein temia
         A busca por cumprir metas estabelecidas a todo tempo pela sociedade na qual se vive é o que classifica o sistema capitalista deste século. Entretanto, a etapa primordial é olvidada. Ou seja, a ação praticada por muitos não passa por um processo de autoquestionamento mental. Assim, faz-se o que é pregado pela mídia ou por opiniões adversas e sustenta-se a pseudo - ideia de que cumprir metas alheias às próprias vontades é o que irá trazer benefícios absolutos.  
         Segundo o naturalista francês Lamarck, o meio modifica o ser. Nessa perspectiva, evidencia-se a causa de tantas pessoas apresentarem quadros de preocupação, angústia e aflição por não saberem lidar com tamanha responsabilidade posta pela massa. O quadro ao agravar-se gera depressão, transtornos de bipolaridade e ansiedade, demência e até esquizofrenia. Não obstante, é visto como errôneo aquele que decide buscar primeiramente o entendimento sobre a saúde mental para enfim compreender e participar na sociedade de forma empírica. Assim, o modo de vida daquele que trabalha mais de oito horas por dia - mas que anula a compreensão de tal ação - coincide na elevação de transtornos intelectivos.
        Destarte, desde Junho de 2009 o arteiro Eduardo Marinho possui um blog no qual escreve e proporciona reflexão sobre o caos em que se vive a população atual. Tal caos é a consequência da procura incessante por bens materializados cujos são enaltecidos sob a perspectiva de suprir aquilo que é ausente interiormente. Feito deste modo, o significado de felicidade confunde-se e não é estabelecido pois não pode-se conceituar algo abstrato em sua totalidade quando une o mesmo à satisfações proporcionadas pela tecnologia. 
            Dado isso, fica evidente a precisão de não só debater sobre as doenças mentais como também em buscar formas de minimizá-las. O Poder Legislativo encarrega-se de criar uma lei que busque validar a sanidade mental de trabalhadores que dedicam-se mais ao serviço acima de qualquer outra coisa. Além disso, propagandas midiáticas que fazem referência ao consumo exacerbado precisam ser extinguidas em vantagem de outras que incentivem a importância da análise do autoconhecimento. O MEC, por sua vez, deve tornar obrigatória aulas de música, teatro e dança na grade curricular das escolas públicas e privadas com o intuito de expandir a mente - que, segundo Einstein, quando aberta a uma nova ideia, jamais voltará ao seu tamanho original - dos estudantes.