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    Não é difícil lembrar de ter presenciado a cena de um grupo pessoas, em uma conversa, menosprezando indivíduos com transtornos mentais. Essa imagem tornou-se frequente nos dias de hoje apesar dos avanços científicos comprovarem que os problemas que afetam a saúde da mente são tão graves quanto os físicos. Nesse contexto, é de extrema relevância o debate sobre as doenças mentais, visto que vivemos em uma sociedade em que os portadores são vítimas de preconceito e há uma banalização destas patologias.
               Um dos tópicos, que devem ser abordados, é a discriminação com indivíduos que possuam doenças mentais. No passado, não muito distante, indivíduos que apresentassem qualquer tipo de patologia mental eram colocados em verdadeiras prisões, conhecidas como manicômios. No Brasil, esse locais foram abolidos a partir da reforma psiquiátrica que ocorreu na década de 70. Atualmente, embora órgãos, como o Ministério da Saúde, tenham feito um grande esforço para combater o preconceito aos transtornos mentais, grande parte da sociedade ainda alimenta um medo ao que não entendem. Um exemplo, bastante relevante, do assunto é a forma como a maioria das pessoas abordam a depressão; acreditando que esta não passa de um capricho do indivíduo, consequentemente tais tipos de pensamente colaboram para ausência na busca do tratamento.
                Ademais, não há dúvidas que termos que dignem transtornos mentais tem sido usados de forma trivial. Muitos projetos vem sendo desenvolvidos na última década com o objetivo de conscientizar a população a respeito da gravidade destas patologias. Neste sentido, vale destacar o filme brasileiro o bicho de sete cabeças, no qual é retratado a história de um jovem com bipolaridade.  Além do enfoque de entretenimento do filme, ele desenvolve um papel social explorando o termo psiquiátrico que ainda é usado por muitos como sinônimo de indecisão. É indubitável dizer que a banalização das doenças tenham como causa a falta de conhecimento sobre o assunto.
                Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Em primeiro lugar, o Ministério da Saúde juntamente com a mídia devem desenvolver campanhas publicitárias buscando acabar com a visão preconceituosa, que pessoas possuem, sobre doenças mentais. Dando continuidade, o Sistema Único de Saúde deve realizar palestras em escolas e empresas, a fim de construir um ambiente acolhedor ao qual os indivíduos possam recorrer em busca de ajuda. E por fim, o Governo Federal aliado a universidades de psicologia deve criar a semana da saúde mental, em que serão realizadas atividades, como filmes sobre o tema, objetivando um maior conhecimento da população sobre o assunto. Só assim, as doenças mentais deixarão de ser menosprezadas pela sociedade.