A necessidade de debater as doenças mentais

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    De um simples moinho de vento, ao imaginário de perigosos gigantes - esta é a cena épica da obra "Dom Quixote de La Mancha", do autor Miguel de Cervantes, em que frisa as alucinações de cavalaria do personagem-título. No contexto atual, essa comicidade caricaturada da loucura é preo-cupante, já que a carência na humanização terapêutica, além do índice crescente de casos depressivos, induz ao debate sobre doenças mentais.          É inegável que a humanização no tratamento psiquiátrico, tornou-se um dos grandes desafios da psiquiatria moderna. Dessa forma, a Lei Paulo Delgado que foi criada em prol à luta antimanicomial, que visa a assistência junto à base familiar, tornou-se essencial. Todavia, algumas psicopatologias atuais não possuem a atenção social devida, seja por imperícia ou receio de parte da população. Com isso, em relação aos toxicômanos,a polêmica recente pela internação compulsória dos usuários da Cracolândia em São Paulo, reacende assim a discussão sobre os métodos aplicados.
         Concomitante a isso, o aumento dos quadros de depressão e ansie-dade entre brasileiros é alarmante. Conforme a OMS, o Brasil lidera o ran-king entre os países latinos desses casos, o que aflige os órgãos de saúde, uma vez que isso incita à prática do suicídio, em especial entre os jovens. Prova disso, a repercussão recente do jogo "Baleia Azul", por instigar, e da série americana "13 Reasons Why "(13 Porquês), por refletir, sobre os atos suicidas, demonstram a validade de uma ampla discussão social.
          Diante dos fatos expostos, para findar o estereótipo negativo dos psico-patológicos do país, é substancial aos gestores municipais e empresas de tecnologia a criação de um aplicativo, que vise orientar familiares, organizar visitas de assistentes sociais no domicílio ou requerer internação, por meio de Parcerias Público-Privadas(PPPs). Ademais, o trabalho mútuo entre escolas, mídia e faculdades de psicologia, na realização de feiras, expo-sições e mesas-redondas, a fim de debater sobre bullying e depressão, além de elucidar sobre riscos de certos jogos e sites que incitem ao suicídio, são viés úteis ao "protagonismo" ao respeito às doenças mentais.