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    Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 400 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos ou doenças mentais, sendo que 25 milhões delas estão no Brasil. Infelizmente, além dos desafios colocados pela enfermidade, tais doentes ainda são alvos de Psicofobia (discriminação, negligência e preconceito por sua condição), o que denota a importância do debate a respeito das doenças mentais.
       Michel Foucault, na influente obra "Doença Mental e Psicologia", descreveu como os doentes mentais, a partir de 1750, passaram a ser apartados da sociedade através de estigmatizações e internações compulsórias em função da suposta incompatibilidade desses sujeitos com o mundo da produção e do consumo que se estabelecia na cultura ocidental. A Psicofobia, portanto, é um problema complexo, uma vez que trata-se de uma violência covarde com raízes profundas em questões históricas, econômicas e culturais.
      Ademais, constatou-se, conforme dados divulgados pela ONU (Organização das Nações Unidas), que mais de 70% desses enfermos não recebem tratamento adequado, gerando elevado número de trabalhadores incapacitados para suas atividades laborais, aumento nas já longas filas dos hospitais, agravamento do quadro clínico e ocorrência de mortes evitáveis.
        Logo, para que o sofrimento mental seja respeitado e tratado com a dignidade que qualquer ser humano tem direito, serão necessárias ações que extrapolem os limites da clínica médica. Uma medida importante e de grande alcance para colaborar com o avanço pretendido seria a incorporação, por determinação do Ministério da Educação, de pelo menos um psicólogo na equipe de profissionais permanentes das escolas públicas e particulares, possibilitando o acesso facilitado para um público amplo (famílias, professores e alunos) a um profissional inserido na realidade local e apto para atender, orientar e desmistificar as questões relacionadas com as doenças mentais.