A necessidade de debater as doenças mentais

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    A segunda geração romântica foi marcada pelo Mal do Século,em que a tuberculose era responsável pelo fim de diversas vidas.Analogamente,o século XXI,configura-se pelo predomínio de variadas doenças mentais ,tais como depressão ,ansiedade e síndrome do pânico.Nesse sentido,é fundamental o reconhecimento da seriedade dessas patologias,bem como um debate mais profundo acerca dos possíveis caminhos para mitigar seus efeitos.
      Primeiramente,é fundamental que os preconceitos em relação às doenças mentais sejam superados.Desde a Antiguidade,a humanidade é marcada pelo hedonismo,ou seja,a busca pelo prazer como estilo de vida.Essa ideologia não é de toda ruim,o seu problema,porém,é quando tal busca negligencia o fato de que o ser humano é uma mistura de alegria e tristeza e ,assim.considera aqueles que têm sentimentos melancólicos um fracasso.Somado a isso,há um misticismo herdado,principalmente, da Idade Média,em que uma pessoa deprimida era vista como um indivíduo sem fé e distante da divindade.Diante de tais pensamentos,cidadãos afligidos por patologias mentais deixam de procurar ajuda psicológica.Logo,é essencial que as desordens psíquicas sejam reconhecidas de fato como enfermidades.
          Em segundo lugar,o acesso à saúde mental deve ser facilitado.Segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS),a depressão é a segunda maior causa de incapacitação no mundo.Diante desse dado,percebe-se a gravidade das doenças mentais,ao mesmo tempo que reconhece-se a urgência em trata-las.No entanto, cerca de 70% dos afetados,de acordo com a OMS,não recebem o  tratamento adequado,e isso se deve,sobretudo,às consultas caras na rede privada e aos poucos profissionais no sistema público.Desse modo,contabiliza-se um prejuízo de ,em média,um trilhão de dólares por ano aos cofres públicos,além dos dados individuais e familiares.Logo,tratar esses enfermos é fundamental.
         Urge,portanto,debater as doenças mentais e propor possíveis caminhos para melhora dos afetados e de toda a sociedade.Assim,é imprescindível que o Ministério da Saúde invista na saúde mental,ao ampliar a verba destinada a esse setor,de modo a contratar mais psiquiatras e psicólogos e,desse modo,democratizar o tratamento.Ademais,é fundamental que a mídia coopere na superação dos preconceitos em relação às patologias psicossomáticas,por meio de novelas e filmes,que incentivem a procura por ajuda como uma atitude de força.Por último,as escolas e universidades juntamente com as ONGs podem ajudar os enfermos mentais,ao oferecer atendimento especializado e gratuito.Desse modo,o Mal do Século XXI será,de fato,vencido.