A necessidade de debater as doenças mentais

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    É possível afirmar que as doenças mentais são um problema social, visto que afetam grande quantidade de pessoas no Brasil e ainda são consideradas tabu.
    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é possível que cerca de 23 milhões de brasileiros tenham transtornos mentais em algum momento da vida. Tal estimativa, apenas reforça a importância das (CAPS) Centros de Atenção Psicossocial, que têm como função oferecer diversas atividades terapêuticas com o auxílio de profissionais especializados em distúrbios psicológicos nas diversas regiões do país.
    Porém, possui um impasse com o programa, pois uma pesquisa feita em 2010 pelo Ministério da Saúde mostrou que a região norte e centro-oeste ficam em desvantagem em detrimento da sudeste, por exemplo. O motivo é a falta de profissionais que estão dispostos a se deslocar para estes lugares.
    Outro fator está minado em nossa sociedade: a psicofobia, termo usado para a estigmatização de doenças mentais. Esse preconceito é dissimulado, majoritariamente, através de esteriótipos que vitimizam os portadores dos transtornos, colocando os muitas vezes como incapazes de realizar funções comuns e levarem uma vida normal como a que quem lida com o diabetes, explica a psicóloga Ana Cristina Fraia. 
    Portanto, o Ministério da Saúde deve propor aos profissionais melhores condições de trabalho e mais benefícios com o fim de atrair estes para as CAPS no norte e centro-oeste. Além disso, o Ministério Público deve  fazer parceria público-privada com os diversos meios de comunicação para que a psicofobia seja combatida por meio de  campanhas informativas. Logo, através dessas medidas será possível mais acessibilidade aos tratamentos oferecidos pelo governo e o remate para a ignorância.