A necessidade de debater as doenças mentais

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    Historicamente as doenças mentais foram tratadas com uma certa hostilidade, no Brasil, por exemplo, o maior hospício do país ficou conhecido como "holocausto brasileiro", devido aos 60 mil mortos em suas dependências, entre as décadas de 60 e 70. Atualmente, como fruto de tais processos históricos, ainda presenciamos uma sociedade resistente em debater e compreender melhor as doenças mentais, necessitando assim de medidas que visem quebrar determinados tabus.
          De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão será a doença mais incapacitante em 2020. Tal dado ascende um alerta para uma maior atenção no tratamento e prevenção dos transtornos mentais (depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, etc), visto que a incapacitação impede o sujeito de realizar suas atividades diárias como, trabalhar e estudar, trazendo sérios prejuízos econômicos, sociais e familiares. 
          Contudo, caminhamos lentamente em direção a uma solução para o problema, uma vez que no Sistema Único de Saúde (SUS) não há um programa efetivo de acolhimento desses enfermos e tratamento adequado. Além disso, programas de prevenção nessa esfera são falhos, já que quase todo o investimento é pautado na cura e não na prevenção das doenças mentais.
          Diante do exposto, urge a implementação de providências para resolver o impasse. Em parceria com o Ministério da Assistência Social, o Ministério da Saúde deve elaborar campanhas de promoção à saúde mental, como organização de grupos nas comunidades com palestras de psicólogos orientando sobre prevenção e tratamento das doenças mentais. Ademais, o Ministério da Saúde deve oferecer capacitação aos profissionais de saúde, melhorando o acolhimento dos pacientes com transtornos mentais, incentivando a realização de visitas domiciliares para um melhor acompanhamento.