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    Não obstante o diagnóstico e o tratamento de distúrbios mentais terem sido aprimorados com o avanço científico do último século, ainda é difícil se constatar e tratar esse tipo de doença. Isso é ocasionado, em parte, pelo próprio distúrbio, que leva os indivíduos enfermos ao isolamento social. Ademais, muitas vezes a própria família rejeita e abandona os parentes doentes.
     Esse desdém para com os doentes mentais foi explícito no Hospital Colônia de Barbacena, durante o século XX. Nesse contexto, a jornalista Daniela Arbex relata em seu livro "Holocausto Brasileiro", os maus tratos aos pacientes psiquiátricos desse hospital. No local, os enfermos vivam em condições insalubres e sem o tratamento adequado. Com isso, estima-se que houve 60 mil mortes no hospital, em seu período de atividade.
     Já no século XXI, há mais humanidade no cuidado com os pacientes com transtornos mentais. Entretanto, o distúrbio com maior incidência atualmente é a depressão. Essa doença é de difícil diagnóstico, já que frequentemente é confundida com emoção passageira. Assim, muitas vezes, a pessoa desconhece o distúrbio e vive sem o tratamento.
     Portanto, é de extrema importância que o assunto seja discutido. Para isso, as Unidades Básica de Saúde, devem realizar campanhas de atendimento psiquiátrico destinado às populações locais, a fim de diagnosticar e tratar as doenças. Ademais, visando orientar os jovens brasileiros, as Secretarias de Educação e de Saúde têm que levar às escolas programas e palestras que promovam discussões sobre o assunto. Por fim, a família deve dar o suporte emocional aos parentes que sofram com algum transtorno.